As empresas juniores na formação profissional

Proporcionar a prática profissional no mercado de trabalho real é um dos principais papeis das empresas juniores

A formação básica do psicólogo não é o necessário para que se torne especializado e, durante a graduação, as unidades curriculares ofertadas são pouco específicas já que são tantas abordagens e áreas a serem estudadas. Entretanto, trazendo para o campo da psicologia organizacional e do trabalho, apenas duas ou no máximo três disciplinas fazem parte da grade curricular e, normalmente, em períodos mais avançados do curso. A consequência disso é a restrição do conhecimento do aluno perante uma área de atuação profissional que mais emprega profissionais de psicologia e melhor remunera, principalmente em início de carreira, segundo Bastos, Gondim & Borges Andrade (2010). É essa lacuna que as empresas juniores vêm preencher.

Ao atuar em empresas juniores, os alunos aprendem na prática a atuação profissional, promovendo a independência, o empreendedorismo e a autonomia - Foto: http://blogdoaluno.utfpr.edu.br / Divulgação

Ao atuar em empresas juniores, os alunos aprendem na prática a atuação profissional, promovendo a independência, o empreendedorismo e a autonomia – Foto: http://blogdoaluno.utfpr.edu.br / Divulgação

A necessidade de aprofundar e adquirir conhecimentos, sejam técnicos ou teóricos, perante as práticas específicas do psicólogo não é estabelecida ao concluir a graduação, mas sim durante o percurso dela. Sendo assim, é esperado que os graduandos desenvolvam estratégias para aprendizagem dos conteúdos complementares ao currículo e que despertem em si as vontades específicas de atuação, envolvendo em atividades extracurriculares.

Para aqueles estudantes que têm o interesse de conhecer a área organizacional e do trabalho, a empresa júnior é apresentada como um enorme espaço de formação onde teoria, prática e objetivos sociais e educacionais se integram (Campos, 2012). Em um trabalho de Campos (2012), ele faz evidências empíricas sobre o efeito que a participação em uma empresa júnior pode gerar no desenvolvimento pessoal do estudante, entre elas foram encontradas o desenvolvimento de competências, empreendedorismo, networking, empregabilidade, desenvolvimento profissional, responsabilidade, comprometimento e liderança. É possível trazer, também, segundo Gondim (2002), que as experiências práticas junto à teoria proporcionam maturidade pessoal e profissionalismo necessário para agir em situações imprevistas. Contudo, ter essa experiência durante o curso é um ponto positivo já que, na realidade das organizações, o psicólogo presenciará situações de imprevisibilidade.

Dito isso, no âmbito de inserção na psicologia organizacional e do trabalho, a empresa júnior tem o potencial de oferecer ao estudante a noção de protagonismo no seu processo de formação. Já na inserção em outras áreas e subáreas da psicologia, aquele que participa ou participou de uma empresa júnior, também tem um benefício igualado desse estágio. Dentro das empresas juniores, os alunos é quem são situados no centro do processo educativo e o professor tem a função de apenas orientá-los. Assim, ele ganha espaços e condições para empreender a construção do seu eu em termos pessoais, sociais e profissionais.

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